Olhares que mudam o jogo
Olhares diferentes.

Sempre que algo diferente acontece, os olhares também mudam seus destinos. Os mais céticos, desconfiam das verdadeiras intenções – aliás, esses desconfiam até deles próprios; os otimistas, que sempre torcem por resultados favoráveis mesmo em situações mais difíceis, e os realistas, que não costumam fazer juízo de valores antecipados. Como jornalista esportivo, me enquadro na segunda opção, com forte tendência para rejeitar o tal “juízo de valores” que, espelha um comportamento arrogante.
Pois vamos aos fatos.
O jovem presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud – um roraimense ou “macuxi”, como popularmente é chamado quem nasce na Capital, Boa Vista – chegou à CBF sendo algo das três definições que apontei no início deste texto.
Com o passar do (pouco) tempo de administração, Samir iniciou um processo revolucionário na administração do vitorioso mas arcaico futebol brasileiro.
E desde seus primeiros dias de administração, foi ousado, saindo dos limites convencionais de seus antecessores e, contrariando até alguns de seus aliados, impôs medidas que o tempo certamente provará como acertadas.
Vou tratar apenas da última delas.
Esperançoso que a administração do futebol nacional se projete a um nível mais elevado, reuniu representantes das federações e seus principais clubes para viajar pela Europa, com paradas na Inglaterra, Alemanha e Espanha.

Para os já citados “céticos” está sendo apenas uma viagem de turismo; para os otimistas, uma excelente oportunidade de conhecer o que se passa pelo moderno futebol do velho mundo e para os realistas – o meu caso – uma oportunidade única dos dirigentes aproveitarem o momento de conhecer o que há de melhor e aplicar em seus clubes e federações, o que a realidade de cada um lhes implora e permite.
O futebol catarinense, está representado nesta dourada chance, pelos presidentes da FCF, Rubens Renato Angelotti; do Avaí, Bernardo Pessi; da Chapecoense, Alex Passos e o vice, do Criciúma, Matheus Benetton.
Caberá aos quatro privilegiados aproveitar a oportunidade, absorver os ensinamentos e aplicar o que for possível na dura realidade do futebol catarinense.
Afinal, uma chance igual, pode não se repetir.
